Quais as diferenças entre metais ferrosos e não ferrosos?

METAIS FERROSOS: desde sua descoberta, os metais ferrosos tornaram-se de grande importância na construção mecânica. Os metais ferrosos mais importantes são o aço: material tenaz, de excelentes propriedades e de fácil trabalho e o ferro fundido: material amplamente empregado na construção mecânica; pode substituir o aço em diversas aplicações, muitas vezes com grande vantagem, embora não possua resistência igual.

METAIS NÃO-FERROSOS: são todos os metais, com exceção do ferro, empregados na construção mecânica (cobre; estanho; zinco; chumbo; platina; alumínio; magnésio; titânio). Possuem os mais diversos empregos, pois podem substituir materiais ferrosos em várias aplicações e nem sempre podem ser substituídos pelos ferrosos.

Fonte: http://www.rossetti.eti.br

 


Venda de sucata ferrosa chega a 300 mil toneladas por mês

As empresas brasileiras de comércio de sucata ferrosa, uma das principais matérias-primas usadas na produção de aço, vendem mensalmente cerca de 300 mil toneladas do produto, adquirido junto às indústrias, ferros-velhos e cooperativas de catadores. Esse volume é negociado quase totalmente no mercado interno: 57% das empresas comercializam apenas no mercado nacional e 43% delas tanto internamente como no exterior.

Os dados fazem parte do estudo inédito “Painel de Indicadores Setoriais para o Comércio Atacadista de Sucata Ferrosa”, elaborado pelo Grupo de Economia da Infraestrutura e Soluções Ambientais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a pedido do Instituto Nacional das Empresas de Sucata Ferro e Aço (Inesfa).

Os associados do Inesfa são responsáveis por 47% de toda a sucata preparada no País. Perto de 10% das empresas analisadas respondem por cerca de 65% do total das receitas do setor. Em valores brutos, essa receita é de R$ 1,34 bilhão por ano.

Segundo o economista Gesner Oliveira, ex-presidente do Conselho Administrativo e Defesa Econômica (Cade), professor da FGV e um dos autores do levantamento, ainda existe muito desconhecimento sobre a importância do segmento de sucata para a economia do país. “O setor garante renda a 1,5 milhão de pessoas, desde a coleta, seleção, preparação, até a distribuição de materiais metálicos. Desse grupo, de 600 mil a 800 mil são catadores, independentes ou reunidos em cooperativas e associações. Pouco mais de 5.000 empresas realizam o comércio da matéria-prima”, afirma ele.

Ainda de acordo com Gesner Oliveira, a divulgação do estudo busca uma conscientização mais ampla da sociedade sobre a importância do setor, bem como compartilhar conhecimento para a formulação de novas medidas de política pública e o aprimoramento das atuais.

Hoje, a participação da sucata na produção de aço bruto no Brasil oscila entre 26% e 28%, bem abaixo da média mundial, de cerca de 45%. No exterior, a sucata é tratada como commodity, com cotação internacional, e é negociada com valores de 30% a 40% mais altos do que no Brasil. Conforme o Inesfa, o País exporta atualmente apenas 3,5% do volume da sucata consumida no mercado interno. As exportações representam menos de 0,01% do total mundial.

Os principais países exportadores de sucata são Estados Unidos (22,1%), Alemanha (8,9%), Holanda (5,2%), Reino Unido (7,0%) e Japão (4,9%). Juntos, os cinco países respondem por quase 50% das exportações mundiais de sucata, de acordo com o Instituto.

Ganhos no setor ambiental

O uso da sucata apresenta importantes vantagens ambientais. A utilização nos fornos da siderurgia acarreta menor consumo de energia e combustível; gera menores emissões de gás carbônico, óxidos de enxofre e nitrogênio, monóxido de carbono e material particulado; diminui a geração de resíduos, como escória e refratário; economiza espaço em aterros, o que aumenta a vida útil, atendendo à Política Nacional de Resíduos Sólidos; e contribui para um melhor aproveitamento de energia, água e matérias-primas.

Fonte: Assessoria de Imprensa Inesfa – Paula Gomes Teixeira (Mtb: 45.797)



A reciclagem de alumínio

A reciclagem de alumínio é o processo pelo qual o alumínio pode ser reutilizado em determinados produtos, após ter sido inicialmente produzido. O processo resume-se no derretimento do metal, o que é muito menos dispendioso e consome muito menos energia do que produzir o alumínio através da mineração de bauxita. A mineração e o refino deste requerem enormes gastos de eletricidade, enquanto que a reciclagem requer apenas 5% da energia para produzi-lo. Por isto, a reciclagem tornou-se uma atividade importante para esta indústria.

O alumínio pode ser reciclado tanto a partir de sucatas geradas por produtos de vida útil esgotada, como de sobras do processo produtivo. O alumínio reciclado pode ser obtido a partir de esquadrias de janelas, componentes automotivos, eletrodomésticos, latas de bebidas, entre outros. A reciclagem não danifica a estrutura do metal, que pode ainda ser reciclado infinitamente e reutilizado na produção de qualquer produto com o mesmo nível de qualidade de um alumínio recém produzido por mineração.

Pelo seu valor de mercado, a sucata de alumínio permite a geração de renda para milhares de famílias brasileiras envolvidas da coleta à transformação final da sucata.

Desta forma, a reciclagem do alumínio gera benefícios para o país e o meio ambiente, além de ser menos custoso de obter do que através da sua produção por mineração.